quarta-feira, 6 de março de 2019

Câmeras reconhem rosto e polícia prende suspeito de homicídio no Carnaval de Salvador


O suspeito de homicídio Marcos Vinicius de Jesus Neri, 19 anos, que tinha mandado de prisão em aberto desde julho de 2018, foi flagrado pelas câmeras de reconhecimento facial e preso por policiais que faziam a revista quando passou por um dos Portais de Abordagens da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

“Se enganaram aqueles que acharam que, por ser último dia de festa, a secretaria iria baixar a guarda. Estamos atentos e o policiamento continuará intenso para garantir que os foliões brinquem em paz”, frisou o gestor da SSP Maurício Teles Barbosa.

Conheça a tecnologia
Lançado no final do ano passado, com tecnologia capaz de identificar criminosos, o projeto de Vídeo Policiamento foi utilizado pela primeira vez no carnaval de Salvador. Uma novidade no país, os equipamentos espalhados pelos três circuitos nos portais de abordagem identificaram 460 mil pessoas por dia.

“O banco de dados das pessoas procuradas foi alimentado pela Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, priorizando, no caso dos criminosos, os mais perigosos e os que estão inseridos como cartas no Baralho do Crime”, afirmou Barbosa.

Além do novo sistema de reconhecimento facial, aproximadamente 430 câmeras estão sendo usadas para acompanhar aglomerações e entradas e saídas dos circuitos, dentre outras situações. Há uma câmera 360°, com capacidade de alcançar grandes espaços, e outra com zoom 45x, ambas com alta qualidade de imagem, inclusive em ambientes com baixa luminosidade.

Fonte: Varela Notícias

domingo, 3 de março de 2019

Em 2 meses, Moro soma derrotas e recuos depois de ordens de Bolsonaro

Em 2 meses, Moro soma derrotas e recuos depois de ordens de Bolsonaro
Dois meses após tomar posse com status de superministro, Sergio Moro já coleciona derrotas e recuos que foi obrigado a fazer publicamente após contraordens do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

O ministro da Justiça e Segurança Pública aceitou deixar a carreira de juiz federal para assumir a pasta sob o argumento de que estava "cansado de tomar bola nas costas". Mas, em 60 dias de governo, tem enfrentado problemas parecidos.

A última delas ocorreu na quinta-feira (28), quando o ministro da Justiça teve de voltar atrás, a contragosto, na nomeação da especialista em segurança pública Ilona Szabó. Ele a havia indicado para ser membro suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Antes desse caso, Moro já havia se deparado com outros episódios de constrangimento, o que tem gerado desgaste e irritado o ministro. Sergio Moro, segundo assessores próximos, passou a quinta-feira de cara fechada. Logo nos primeiros dias no cargo, Moro recebeu a missão de concretizar mudanças na legislação para dar aos cidadãos mais acesso à posse de armas, bandeira de Bolsonaro durante a campanha presidencial do ano passado.

Desde o começo, o ministro tentara se desvincular da autoria da ideia, ao dizer nos bastidores que apenas estava cumprindo ordens do presidente. Na elaboração do decreto, que foi publicado em janeiro, algumas de suas sugestões foram ignoradas, como o número de armas que poderia ser registrado por pessoa --ele defendeu que tinham que ser apenas duas, e não quatro, como acabou estabelecido no decreto sobre o assunto.

Em outro caso, o ministro viu o governo interferir naquilo que mais se dedicou desde a posse, seu pacote anticrime e anticorrupção, que reúne projetos de leis apresentados ao Congresso em fevereiro. Entre as medidas, Moro incluiu a criminalização do caixa dois. Dias depois, no entanto, soube que, por decisão do Palácio do Planalto, o tema iria tramitar separadamente do restante das propostas, que incluem mudanças na legislação sobre crime organizado, corrupção e tráfico de drogas.

A ideia de tirar a criminalização do caixa dois do texto principal visou atenuar a resistência de parlamentares e acabou expondo Moro por confrontar seu discurso de ministro em relação ao de juiz. Como juiz, Moro enfatizava a gravidade do caixa dois. "Muitas vezes [o caixa dois] é visto como um ilícito menor, mas é trapaça numa eleição", afirmou em agosto de 2016.

Como ministro de Bolsonaro, diante da decisão de separar a proposta de criminalização do projeto principal, Moro afirmou ter atendido à queixa de alguns políticos de que "o caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crime organizado e crimes violentos".

Mesmo quando não teve de recuar, o ministro da Justiça e Segurança Pública deu sinais de fragilidade quando a palavra do presidente foi mais forte do que a dele, como no escândalo revelado pela Folha de S.Paulo sobre candidaturas de laranjas do PSL, partido de Bolsonaro.

Enquanto Moro deu declarações evasivas, dizendo que a Polícia Federal iria investigar se "houvesse necessidade" e que não sabia se havia consistência nas denúncias, Bolsonaro determinou dias depois, de forma enfática, a abertura de investigações para apurar o esquema --que resultou na queda do ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), que presidiu o PSL nas eleições.

No episódio de Ilona Szabó (que é colunista da Folha de S.Paulo), o ministro ainda teve de acompanhar declarações públicas que explicitaram sua derrota, como entrevistas da especialista e mensagens dos filhos do presidente da República.

"Meu ponto de vista é como essa Ilana Szabó aceita fazer parte do governo Bolsonaro. É muita cara de pau junto com uma vontade louca de sabotar, só pode", escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, em uma rede social.

O próprio Ministério da Justiça admitiu a derrota por meio de nota à imprensa. "Diante da repercussão negativa em alguns segmentos, optou-se por revogar a nomeação, o que foi previamente comunicado à nomeada e a quem o ministério respeitosamente apresenta escusas", disse o comunicado.

Mesmo com o recuo, Sergio Moro defendeu o convite que havia feito dizendo na nota que foi motivado "pelos relevantes conhecimentos da nomeada na área de segurança pública e igualmente pela notoriedade e qualidade dos serviços prestados pelo Instituto Igarapé".

Ilona Szabó caiu porque é contrária ao afrouxamento das regras de acesso a armas, política do governo Bolsonaro. Também já criticou em artigo o pacote anticrime de Moro, ao considerar preocupantes, entre outras coisas, as medidas que tendem a ampliar o direito à legítima defesa.

"O sentimento é o de que quem ganha é a polarização, perde a pluralidade e o debate de ideias, tão fundamentais numa democracia", disse a especialista à reportagem. As "tratoradas" de Bolsonaro não atingem apenas Moro, no entanto. Diferentes ministros já foram derrotados e tiveram que anunciar recuos --como Gustavo Bebianno, antes de ser demitido em meio à crise das candidas laranjas.

Em áudios vazados publicados pela revista Veja, por exemplo, Bolsonaro mandou uma mensagem a Bebianno pedindo para cancelar uma viagem dele e de outros ministros que já estava marcada para a Amazônia. Paulo Guedes (Economia), que também entrou com status de superministro, é outro que já teve contratempos com o Planalto. O principal deles envolve a reforma da Previdência. O presidente afirmou nesta quinta (28) que o governo pode alterar a proposta de idade mínima para mulheres de 62 anos para 60 anos. BN

sexta-feira, 1 de março de 2019

Previdência: Governo deve mudar para 60 anos a idade mínima para mulheres

 
Pela primeira vez desde que entregou o texto da reforma da Previdência ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta quinta-feira (28), rever a idade mínima para a aposentadoria de mulheres, de 62 para 60 anos. 

"Eu acho que dá para cortar um pouco de gordura e chegar a um bom termo, o que não pode é continuar como está [o déficit na Previdência]", disse Bolsonaro, de acordo com informações do portal Uol. 

Outros pontos que também podem ser mexidos são o Benefício de Prestação Continuada, que é pago a idosos de baixa renda, e a porcentagem da pensão por morte, que poderia passar de 60% para 70%. 

O presidente também voltou a dizer que o país precisa da reforma. "Há interesse de todo mundo em aprovar. O Brasil pode entrar em uma situação muito complicada", destacou. 

Notícias ao Minuto

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Governo Bolsonaro ainda não voltou anos no passado. Apenas dias para desdizer bobagens


Governo Bolsonaro ainda não voltou anos no passado. Apenas dias para desdizer bobagens
 
Durante as eleições de 2018, foi comum ouvir que um eventual governo de Jair Bolsonaro seria marcado por retrocessos. Os aliados do então candidato garantiam que não. Os adversários insistiam que 2019 poderia ser um 1964, quando o Brasil passou a ser governador por militares depois de um golpe. Estamos sob a égide de Bolsonaro há quase dois meses e o retrocesso não chegou a ser efetivamente histórico. Está mais para o retorno ao dia anterior, a cada vez que um integrante do primeiro escalão fala alguma bobagem.

O último a usar o artifício foi o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues. Depois de pedir que diretores filmassem alunos cantando o Hino Nacional ao som do slogan de campanha de Bolsonaro, o colombiano – que malmente fala português – recuou e disse que cometeu um “equívoco”. E, como tantos outros deslizes de integrantes do governo, ficou tudo por isso mesmo. Aliado, logicamente, à propaganda política disfarçada de que as reações contrárias à proposta do MEC eram, na verdade, a esquerda marxista que doutrina as escolas tentando impedir o retorno do patriotismo que, nesse caso, está mais para “patriotada”. 

Vélez Rodrigues não foi o primeiro recuar. O próprio Bolsonaro, ao longo do período pós-eleição, foi e voltou diversas vezes em temas como a manutenção do Ministério do Meio Ambiente e a nomeação de Mozart Ramos para o MEC. Após a posse, continuou pródigo em voltar atrás. Teve os aumentos do IOF, que não aconteceram, a instalação de uma base militar americana no Brasil e o já clássico episódio do edital do livro didático, que permitia publicidade e erros de português – olha só, o ministro tem dificuldades com a língua pátria brasileira, coincidentemente. 

Na ONU, a ministra-problema Damares Alves afirmou que o Brasil é candidato a permanecer com uma cadeira no Comitê de Direitos Humanos do órgão, mesmo após o próprio Bolsonaro desmerecer os pareceres emitidos pela comissão e sugerir que o país deixaria de contribuir com o colegiado. Ou seja, até recuo internacional ganhamos e sem qualquer tipo de constrangimento. Damares, todavia, não recuou de alguns absurdos proferidos, mas minimizou declarações como “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. Até foi elogiada. 

Não há problemas em retroceder e admitir erros. Talvez, inclusive, seja uma virtude importante, em tempos em que todo mundo está certo o tempo todo. A dificuldade é que isso tem acontecido com uma frequência maior do que a máquina estatal pode suportar. E as medidas para solucionar as consequências de tais atos não são tão fáceis quanto pedidos de desculpas públicas. Lembremo-nos que um país é mais complexo do que grupos de “zap zap”. 

Como até mesmo crime de Caixa 2 pode ser facilmente perdoável, como fez Sérgio Moro quando questionado sobre o envolvimento de Onyx Lorenzoni em um caso do tipo, por que não perdoar retrocessos, recuos e passos atrás? Nada que uma borracha, um copo de cerveja ou até mesmo uma boa conversa não resolva. 

Antes que seja alvo de ataques, é bom fazer uma observação. Exigir que os alunos cantem o Hino Nacional nas escolas não é de todo ruim, ainda que pedagogicamente isso possa não ter o efeito esperado. A questão é maquiar a impregnação político-eleitoral de um governo e ainda transformar isso em vídeos. Tem que mudar isso, tá ok? 

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (27) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM. BN

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Defesa de Lula leva sentença de juíza Gabriela Hardt a perícia

Defesa de Lula leva sentença de juíza Gabriela Hardt a perícia
 
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou a decisão em que a juíza federal Gabriela Hardt condenou o petista no caso do sítio de Atibaia, em São Paulo, para exame pericial. Resultado: o laudo sustenta que a juíza aproveitou “o mesmo arquivo de texto” usado pelo colega Sergio Moro no caso do tríplex, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

O parecer foi feito pelo Instituto Del Picchia. Ele aponta similaridade na formatação dos dois textos e o que chama de lapsos de Hardt, que chegou a copiar trecho do caso do Guarujá na penúltima página de sua sentença, reproduzindo referência a um “apartamento”.

O material será anexado a recursos que os advogados vão apresentar ao TRF-4 e a tribunais superiores. Procurada, a assessoria da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná disse que Gabriela Hardt não iria se manifestar. BN

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Jovem é assassinado a pedradas em Ourolândia; Suspeito do crime é preso pela Polícia Militar


Na manhã deste domingo, 24 de fevereiro de 2019, um homem conhecido como Carlinhos, de aproximadamente 20 anos, foi encontrado sem sinais vitais em um terreno baldio próximo a Rua Umburanas, na cidade Ourolândia.

Segundo informações, um homem suspeito de ter matado Carlinhos a pedradas foi preso pela Polícia Militar, sendo encaminhado para a delegacia de Jacobina.

Não há informações sobre as circunstâncias e motivação do assassinato de Carlinhos, que tinha várias passagens pela delegacia.

O corpo do vitimado foi reconhecido pelo Departamento de Polícia Técnica para o IML (Instituto Médico Legal) de Jacobina as investigações ficam a cargo da Polícia Civil. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Saúde: Jovem de 21 anos, foi morto com mais de 8 tiros

Anderson Amorim da Silva,21 anos,conhecido por Cinho,foi morto com pelo menos (8), tiros na noite de quinta-feira (21),na rua Artuh Modesto bairro alto da Santa Cruz.
Segundo informações Cinho estava sentado na porta de sua casa, quando foi surpreendido por elementos armados que efetuaram os disparos e fugindo sem deixar pitas. 
Até agora não se sabe os motivos do assassinato, o copro foi removido para o IML de Jacobina para necropsia.*Espaço Aberto.Net